terça-feira, fevereiro 28

Piscar o olho.

Piscar de olhos. Um gesto que pode durar uma fração de segundo de uma eternidade que reina em particularidade dentro de cada um de nós. Pois aqui está o centro do meu universo: Eu mesmo. Minhas ações, meus atos e minhas consequencias partem de dentro deste corpo, dessa alma, dessa mente. Ontem, pisquei o olho em um velho mundo conhecido, "nova-mente". Lá se foram tantos litros de tinto amargo, de vida passada, presente e presente de Deus que se alcunham "estrelas". Incontáveis e quase todas mortas, entretanto vivas aos meus olhos, antes e após piscarem. Pois eu sei que mesmo que pisque inúmeras vezes, elas ainda estarão lá para me guiar.
Estrelas mortas são os anjos num céu de infinito mistério. Grandioso, eu, nós, assim como entrelaçamos nossas línguas e conhecemos o céu da boca um do outro. Quando pudemos, podíamos. Quando poderemos? Pois se é para esperar e enfrentar o medo durante uma eternidade, eu aceito essa condição de me apaixonar em apenas poucos dias ou mesmo em instantes. Um aperto de mãos que mudou a trajetória da cadente estrela, que um dia eu julguei injusta comigo por não realizar o pedido que havia lhe feito. Pisquei o olho e ela se foi com meu pedido, com minha farsa de última esperança, quando na verdade ainda tinha mais uma dúzia delas dentro do bolso.
Estrelas, beijos e paixões perdidas. Paixões que já me custaram lágrimas, sorrisos, tristezas e alegrias. Paixões que foram mais do que simples. Simplesmente foram amor, nada menos e, tão pouco, nada mais. Abraço apertado pra cessar a tremedeira. Ontem, aquela mão que fora dada por que eu pedi, será voluntária nos dias que se sucederão. E para cada vez que piscar os meus olhos diante dos teus eu verei estrelas, verei os meus pedidos e será o seu abraço aquele que tanto ansiei. Aquele que você me ouviu descrever com exatidão. O mesmo que me ajudou a vencer o frio, mesmo que minhas pálpebras tenham demorado meia volta de planeta para poder se abrir de um longo piscar. Um sonho.
Um piscar de olhos pode determinar o caminho pelo qual estamos seguindo. Eu pisquei os olhos e pude ver meu caminho de volta pra casa, apesar de ver que meu lugar é aqui, longe, buscando encontrar o espaço vazio entre uma estrela ou outra. Sei, tenho convicção de que lá é o meu lugar, aqui. Mas mesmo assim a saudade aperta e a vontade de ver todos aqueles sorrisos que me acolhem como mãos e abraços é enorme. Grandiosa é. Como num céu noturno de verão, salpicado de estrelas. Daqui a instantes, talvez, eu consiga definir o significado do meu próprio universo.
Sonhos, desejos e todas essas coisas foram feitas para serem conquistadas. Amor, paixão e todas essas coisas foram feitas para ser sentidas. Se numa escala de zero ao cem eu tenho um, já é o bastante para eu acreditar. Foi me dito que qualquer um poderia ser o felizardo. Porque não eu? É só eu piscar o olho para começar a ver que o dia está somente começando.



Pense o que você quiser. (Y)

3 comentários:

Anônimo disse...

Hmm, tem que ver isso ae...

Victor Cupertino disse...

?

Jéssica do Vale disse...

O piscar dos olhos
é fotografia!
Ao clicar, guarda
certa imagem
que ao falar,
qualquer um duvida.


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