domingo, abril 10

Sapo da paz.

(Sugestão de áudio: "Peace Frog - The Doors")

Levante da mesa. Jogue fora a comida que sobrou no prato e lave-o. Faça como eu. Largue tudo. Mochila nas costas, aquele tênis velho no pé, sonhos e metas na cabeça. O nariz, bússola dos aventureitos, apontará sempre para o norte que deve seguir. A incansável busca, o interminável destino, pela paz que está escondida em algum lugar além do final do arco-íris.
Pois eu vi sangue. Pelas casas, pelas ruas, campos e construções. Vi sangue de inocentes crianças sendo derramado por um maníaco que acha terrorismo e suicídio o verdadeiro caminho para a paz eterna dos corpos que não caminham mais pelo mundo. Pude ver, posso ainda, o sangue negro que saem das chaminés das fábricas e que destrói nosso meio ambiente. O sangue negro que escorre pelos rios, desaguam nos mares. E tudo o que é flora, tudo o que é fauna, passam à ser fúnebre. E se não nos mata com um tiro na boca, se não furam nossos olhos, eles nos tiram o ar e a colheita. Nos tiram o que beber, o que comer. Nos dão apenas sangue.
Pois eu vi. Pude ver, o sangue de Lennon, imortalizado por um homem que dizia amá-lo. Vejo o sangue de Vargas em nosso governo, até hoje. E de que vale a repressão? De que vale a ditadura? De que vale a imprensa, também? A mídia que faz chorar e sorrir. Manipuladoras, implantam chips imaginários na mente de todos os que se aprisionam em seus sofás para assistir à novela das oito. "Diga não às drogras", mas assistam à reality shows até seus cerebros fritarem com tanta falta de cultuta.
Resolvi mudar. Pus uns óculos escuros sobre os olhos, só para não desconfiarem que estou olhando diretamente para toda essa sujeira em que há no meu lar. Pois o Azul é o meu porto seguro. O Verde é a minha esperança, o Amarelo minha maior riqueza. Entretanto, onde está escrito "ordem e progresso", eu não vejo branco, mas sim vermelho. Vejo o sangue. Vejo a dor, a perda, o luto. Um luto vermelho. Não é um apelativo comunista, tão pouco. O mundo viveria melhor se cada um fizesse somente o que é melhor para a sua vida sem prejudicar ao próximo.
Foi isso que eu fiz. Caminhando, cantando e seguindo a canção. Headphone nos ouvidos, tentando entender as mensagens que Jim Morrison me deixou. Bíblia na mão - A outra, escrita por Jack Kerouac. Não digo que estes dois sejam donos da verdade, nem que sejam Deuses. Mas o que admiro é que fizeram aquilo que era o correto, na minha opinião. Pegaram suas malas, seus óculos e partiram. Fizeram o que quiseram. Assim como sempre digo à todos vocês:



Pensem o que vocês quiserem. (Y)

7 comentários:

Etiene disse...

Sem palavras Dongo. Post FODA

Brunna Maimone disse...

Dongooooooo

caceteeeeee

arrasou muito!

Compartilho totalmente desse sentimento!

Arrasou =)

Jéssica Moura disse...

Oie, muito lindo o seu blog!
Parabéns..
Aproveitei para te seguir, segue também?

www.jmphotosnet.blogspot.com

Dimas Bertolucci disse...

Muito massa o texto.
Tem um selo para você:

http://villacosmetica.blogspot.com/2011/04/1-selo-da-villa.html

Poeta Renato Douglas disse...

Olá adorei teu blog, lindo mesmo. Parabéns. Fique a vontade para fazer uma visitinha ao nosso “Alto-falante” e seja mais um membro. Você é nosso convidado especial. http://poetarenatodouglas.blogspot.com/.
Um grande abraço!

Renato Douglas!

Poeta Renato Douglas disse...

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Um grande abraço!

Renato Douglas!

PROGRAMA EM QUALQUER LUGAR disse...

Pow Muito show ...
espero que continue assim
Cada vez melhor...


Bjus !

vai lá no meu blogger em te espero!!!


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